sexta-feira, 3 de julho de 2009

Indignação!


É engraçado como a nossa Justiça é bem reta em suas decisões. Sim, pois ela é cega e, portanto, sabe bem o caminho que deve seguir para efetuar sua atividade da melhor maneira possível.

Dias atrás, escutando Nova Brasil FM, ou a notícia de que, nos EUA, um ladrão havia entrado na casa de um ex-lutador de boxe para assaltar-lhe; o cara, claro, não saiu ileso: olho roxo e boca inchada pelos golpes que levou da suposta vítima. Preso em flagrante, o assaltante foi condenado a 3 anos de prisão.

Alguém será que consegue encontrar a diferença que há entre a prisão em flagrante nos EUA e a prisão em flagrante no Brasil?
(Faço esse paralelo EUA-Brasil por motivos bem simples e óbvios: 1. Eu não conheço a justiça de outros países para fazer essa colocação; 2. Meu objetivo não é - e creiam: não é mesmo – fazer comparativos; 3. Quero que vocês observem a nossa postura, e simplesmente ignorem se é EUA ou não, ok?!)

Bem, a questão era a prisão em flagrante. Vamos aos fatos explícitos: a rádio divulgou o crime um dia depois dele ocorrer, ou seja: no dia anterior o cara tinha entrado na casa do ex-boxeador; nesse mesmo dia, ele foi preso em flagrante e nesse mesmo dia (ainda!!!) ele recebeu a pena da condenação pelo crime. Igual a nossa justiça daqui do Brasil, que leva anos e anos para levar um cidadão a julgamento... Incrível!

Agora vejo em outra mídia o caso de Alessandra Ramalho D'Ávila Nunes, acusada de matar o marido a facadas no último dia 13 de junho. Por questões óbvias, ela chegou no Tribunal de Justiça acompanhada do advogado para tomar as orientações referentea ao processo por parte do Juiz. Este, por sua vez, a liberou para aguardar a convocação do julgamento. Sim, ela responderá em liberdade pois tem os seus prós: “ré primária” e “não oferece prerigo à sociedade”.

“Não oferece perigo à sociedade”?? E o que, supostamente, ela cometeu? Antes ela também não oferecia riscos à sociedade e, supostamente, fez o que fez: matar um cidadão a facadas.

Não quero entrar no mérito da questão de legítima defesa ou defesa da honra. Quero apenas ressaltar a vocês que uma pessoa que mata a outra não oferece risco à sociedade e pode ficar solta por aí... Não há nada de errado com alguém que desfere golpes de faca em outra pessoa. Não! Nenhum tipo de desvio emocional/mental ocorreu com ela, nada! Absolutamente normal dar facadas em um semelhante.

A Justiça é um órgão fácil de lidar: você comete o crime, se apresenta com um bom advogado (e às vezes um advogado bom também resolve), chama 30 testemunhas a seu favor e faz cara de coitado. Bingo! Habeas corpus concedido e liberdade garantida.

Desculpem-me, não tenho estômago para tanta palhaçada!

Um comentário:

  1. Guilherme Bernardi6 de julho de 2009 10:03

    Como diria meu tio: "Brasil"...
    Curto e grosso..

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Eba! Obrigada pela visita!